PRIMEIRAMENTE PUROS E DEPOIS
PACÍFICOS!
"Bem-aventurados os
pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus" (Mt 5:9)
Essa é a sétima das
bem-aventuranças, e sete era o número da perfeição entre os hebreus.
Pode ser que o Salvador
tenha colocado o pacificador como o sétimo da lista porque ele é o que mais se
aproxima do homem perfeito em Cristo Jesus.
Aquele que tiver perfeita
bem-aventurança, tanto quanto isso possa ser desfrutado na Terra, atingirá essa
sétima bênção e se tornará um pacificador. Há, também, um significado na
posição do texto.
O versículo que o precede
fala da bem-aventurança dos "limpos de coração, porque eles verão a
Deus". É bom entendermos que somos "primeiramente puro, depois
pacífico" (Tg 3:17). Nossa pacificação nunca poderá ser armazenada
juntamente com o pecado ou
tolerar o mal. Precisamos firmar nossos rostos como pedras
contra tudo o que é contrário a Deus e a Sua santidade; sendo a pureza uma
questão resolvida em nossas almas, poderemos, então, ir em direção à
pacificação.
O versículo que segue parece
ter sido colocado ali de modo intencional.
No entanto, embora possamos
ser pacificadores neste mundo, contudo, ainda seremos deturpados e mal
interpretados; não é de admirar, pois até mesmo o Príncipe da Paz, por Sua
própria paz, trouxe fogo à Terra.
Ele mesmo, embora amasse a
humanidade, sem praticar o mal, foi "desprezado, e o mais
rejeitado entre os homens,
homem de dores, e experimentado nos trabalhos" (Is 53:3). Então, para que
os pacificadores de coração não fossem surpreendidos quando encontrassem os
inimigos, é adicionado no verso seguinte:
"Bem-aventurados os que
sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus"
(Mt 5:10). Assim, os pacificadores não são apenas considerados bem-aventurados,
mas estão rodeados de bem-aventuranças.
OREMOS: Senhor, dá-nos a
graça de escalar essa sétima bem-aventurança! Purifica nossas mentes para que
possamos ser "primeiramente puros, depois pacíficos", e fortalece
nossas almas; que o nosso caráter pacífico não nos leve à covardia e ao
desespero quando, por amor de Ti, formos perseguidos.
Março/2022 – Pastor Luiz Carlos (adaptado do texto do grande Charles H. Spurgeon)